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Copenhague

Data: 20/10/2009

Autor: Gabriel Bitencourt


Em dezembro deste ano, acontecerá em Copenhague, na Dinamarca, um importantíssimo encontro de chefes de Estado que tem a finalidade de assinar um acordo cujo objetivo é reduzir as emissões de gases que têm provocado o chamado efeito estufa – responsável pelas alterações climáticas no planeta.

A proposta que o Brasil deverá defender é a da redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020.

Neste último dia 13 de outubro, ativistas da organização não-governamental Green Peace realizaram um protesto, reivindicando que o Brasil altere sua proposta de forma a zerar o desmatamento na Amazônia até 2015.

Se mantida a proposta, atualmente defendida pelo governo, cerca de um bilhão e meio de árvores ainda serão abatidas.

O Brasil precisa ousar mais, investir na proteção deste importante bioma. É inaceitável que cerca de 5 mil hectares continuem sendo destruídos.

A destruição da floresta, claro, traz prejuízos no campo objetivo da discussão sobre a redução dos gases do efeito estufa. Mas suas implicações avançam muito além. 

A Biodiversidade desta região é única e uma das mais ricas do mundo.

Estima-se em cerca de um milhão de espécies animais e vegetais, o que representa a metade das espécies registradas em todo o planeta.
São cerca de 2500 tipos de peixes, 2500 tipos de pássaros, 3500 tipos de árvores com mais de 30 cm de diâmetro.

Esta biodiversidade constitui uma reserva estratégica para a sobrevivência do ser humano, constitui também uma considerável reserva de plantas alimentícias, bem como de plantas medicinais.

Cerca de 70% dos resultados na medicina moderna, provêm de plantas das florestas tropicais, apenas em cancerologia.

...então, olho vivo e muita ação para que o governo brasileiro defenda uma proposta consoante com as necessidades do povo brasileiro e de todos os povos do planeta.