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Os impactos ambientais do hábito de fumar

Data: 11/05/2010

Autor: Gabriel Bitencourt


O hábito de fumar é uma escolha de caráter individual. Claro, sabemos que esta escolha é resultado de um conjunto de fatores que influenciam, normalmente, o jovem a iniciar o intenso processo de poluição de suas vias aéreas.

Mas, se a escolha é de caráter individual, por outro lado, as consequências ambientais atingem muitas pessoas.

Em primeiro lugar, por conta da poluição produzida pelos que fumam em ambiente fechado junto de outras pessoas – aliás, a Organização Mundial da Saúde aponta o cigarro como o principal agente poluidor de ambientes fechados.

Em segundo lugar, pelos tocos de cigarro jogados em ambiente público. Pior, há inconsequentes que atiram as bitucas acesas pelas janelas de seus carros, provocando, quantas vezes, incêndios em matas próximas de estradas.

Mas as consequências ambientais não param por aí! A Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo divulgou alguns dados impressionantes: 12% das árvores cortadas anualmente no mundo destinam-se à produção de cigarros; para cada quilo de tabaco, usa-se 25 kg de lenha nos fornos para a secagem; para 300 cigarros produzidos, é necessário derrubar uma árvore, o que significa que um fumante que consome 30 cigarros ao dia derruba uma árvore a cada 10 dias.

Por fim, a poluição de 20 bitucas jogadas no solo é equivalente a 1 litro de esgoto.

Pois é, como se vê, o hábito de fumar é danoso não apenas para quem fuma, mas para todo o ambiente.