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Notícias da Educação

Uma dupla história de amor


Data: 25/05/2017

Fonte: Glauciane Castro, Sinpro-Sorocaba


COMO PARTE DA REPORTAGEM ESPECIAL SOBRE O DIA NACIONAL DA ADOÇÃO, O SINPRO-SOROCABA COMPARTILHA MAIS UMA HISTÓRIA


A representante comercial Paula Roberta Delgado Paris Marcolan, que mora em Sorocaba, vivenciou por duas vezes a experiência da adoção. Hoje é mãe do Caio, de 7 anos, e do Lucas, de apenas 5 meses.

Ela conta que por quatro anos esteve na fila de adoção, após dar entrada ao processo, apresentar a documentação necessária e passar por diversas entrevistas. “Meu primeiro filho nasceu em 29 de julho de 2009 e, dois dias depois, exatamente quando recebi a ligação do Fórum, me tornei mãe e trouxe o Caio para casa”, relata.

Os anos de espera pela maternidade foram de ansiedade. “Eu fiquei quase doida, de tanto que queria ter um filho, ser mãe. Recebia ligações de pessoas que iam dar o bebê e já ia atrás”, relata. Segundo Paula, o marido era quem a acalmava e alertava que a adoção só poderia ser realizada por meio da Justiça. “Quando eu parei de pensar nisso, recebemos a ligação”.

Foi também o esposo quem recebeu o tão esperado telefonema. “Ele me ligou e tive uma sensação de emoção, medo e ansiedade, tudo junto, porque da noite para o dia, enfim eu ia me tornar mãe”, relembra, emocionada.

Após conheceram o bebê e correrem ao Fórum para buscar o papel que garantiria que naquele mesmo dia o filho já poderia ir para casa, o casal testemunhou o apoio de familiares e amigos, que rapidamente providenciaram tudo o que era preciso para receber a criança.

Paula conseguiu utilizar a licença-maternidade de 120 dias, assim como o esposo usufruiu os dias de licença-paternidade. Ela também afirma que não teve dificuldades para inclusão do filho no convênio médico e a certidão de nascimento definitiva foi emitida cinco meses depois.

 

Família completa

Após a chegada do primeiro filho, o sentimento ainda era de que a família não estava completa, levando o casal a permanecer na fila de adoção. “Eu pedi apenas para que esperassem dois anos para nos chamar. Passado esse período, fizemos novas entrevistas e ficamos aguardando”, relata.

A ligação novamente foi recebida pelo pai, no final de 2016, sete anos depois do primeiro telefonema. “Ligaram para ele numa segunda-feira, às 18h, mas disseram que só na quarta-feira poderíamos ir ao Fórum informar a nossa decisão”, recorda. “Como éramos mais experientes, pensamos com mais calma em tudo, para o bem-estar do bebê e também do Caio”.

No dia marcado, o casal recebeu todas as informações sobre a criança e, mais seguros, foram conhecê-la. “Chegando ao hospital, havia um bebê na incubadora, no cantinho, sem roupas, apenas com fralda e coberto por um lençol. Tive a certeza de que era meu filho quando toquei em sua mãozinha e ele logo agarrou o meu dedo”, explica Paula.

“Quando alguma conhecida fala do desejo de adotar, eu já recomendo que entre logo com o processo, pois pode demorar. E é importante que tenha certeza do que quer, pois posso afirmar que o amor é igual ao das mães que geram, a responsabilidade e a preocupação são para o resto da vida”, afirma. “Escuto de muita gente que sou corajosa, mas não vejo como coragem e sim como amor. Às vezes, as crianças estão dormindo e eu fico olhando e me pergunto o que seria delas agora se não estivessem comigo... nem imagino, porque sei que foram feitas para mim”, conclui.