Busca:


Notícias da Educação

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS


Data: 01/12/2018

Fonte: Prof. Joel Della Pasqua


              Hoje, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Tal doença é responsável por um índice mundial bastante elevado de contaminação e mortalidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pode haver atualmente cerca de 33,2 milhões de infectados no mundo pelo vírus HIV. O pico de incidência mundial da doença deu-se ao longo da década de 90 do século passado. Ainda que o índice de contaminação tenha diminuído neste século, não há sequer motivo para otimismo, considerando que os números ainda são elevados e não há uma cura definitiva para a doença.

            A AIDS ou SIDA (síndrome da imune deficiência adquirida) tem sua gênese, de acordo com especialistas, nas primeiras décadas do século XX. Outros estudiosos da doença também afirmam que essa existe há vários séculos. O vírus HIV surgiu a partir de uma mutação de outro vírus, o SIV, encontrado no sistema imunológico de chimpanzés e macacos-verde africanos. Esses animais eram alvos de caçadores na África, com intuito de comercialização de suas carnes. Durante a caçada, os animais reagiam e provocavam feridas nos caçadores a partir de mordidas. Uma vez abatidos, os macacos eram carregados, ainda ensanguentados, nas costas desses caçadores, sendo que o sangue contaminado entrava em contado com suas feridas expostas. Acredita-se que por tal via começou o processo de contaminação viral que, anos mais tarde, receberá o nome de AIDS. Especialistas creem que a década de 30 do século passado é a marcação temporal mais provável para as primeiras contaminações.

            Com a infecção acontecendo também através de relações sexuais, a disseminação da doença começa a se dar de modo mais acelerado. Prostíbulos frequentados, na África Central, por caçadores de macacos, foram palco decisivo de contágio da doença. Nas décadas seguintes, especialmente nos anos 60 e 70, a AIDS começou a espalhar-se pelo mundo. Essas foram décadas em que houve grandes mudanças sociopolíticas no continente africano, decorrentes de seus processos nacionais de independência. Durante tal fase, ocorreu a entrada de diversos estrangeiros no continente, como mercenários e trabalhadores de nacionalidades variadas. Acredita-se que, por exemplo, muitos haitianos que foram levados para trabalharem no Congo Belga acabaram infectados pelo HIV e retornaram para o continente americano, além de refugiados africanos infectados que foram residir na Europa.

            No final da década de 70 do século XX, os primeiros casos de contágio pelo HIV são registrados fora do continente africano. Em 1981, a AIDS é reconhecida como doença, mas pouca informação acerca dessa ainda havia. Em decorrência disso, surgiram noções equivocadas e preconceituosas acerca da doença, sendo que passou a acreditar-se que o vírus HIV só infectava homossexuais. Naquele ano também foi registrada a morte daquele que ficou conhecido, nos EUA, como “paciente zero”, que era um comissário de bordo, infectado pelo HIV, que espalhou o vírus ao longo de suas viagens. Em 1983, pesquisadores isolaram o vírus pela primeira vez, mas o nome HIV só surgiu em 1986. No ano seguinte, 1987, surgiu o primeiro fármaco para o tratamento da AIDS, o AZT, que, ainda que não oferecesse a cura da doença, ampliaria em anos o tempo de vida dos infectados, sem que a doença se manifestasse.

            No momento presente, a AIDS é uma realidade mundial. Já não existem mais visões equivocadas sobre a orientação sexual de infectados. A doença disseminou-se entre homossexuais e heterossexuais, ainda que, por conta de desinformação, resquícios de preconceitos ainda existam sobre as formas de contágio da doença. Durante os primeiros anos, chegou a acreditar-se que a AIDS poderia se disseminar pelo simples contato com pacientes infectados, como aperto de mão, beijo etc. Mas hoje sabe-se que isso não é procedente. As formas de contágio dão-se através de relações sexuais sem o uso de preservativos ou de contato com sangue infectado pelo HIV, como transfusões sanguíneas ou uso repetido de seringas e agulhas, que devem ser descartáveis para evitar o contágio da doença.

            Neste 1º de dezembro, o Sinpro-Sorocaba solidariza-se com a Luta Mundial Contra a AIDS e deseja que haja cada vez mais avanços nas formas de tratamento e na busca pela cura da doença.