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SINDICATO PATRONAL QUER CORTAR DIREITOS E TRANSFORMAR SAÚDE EM AUXÍLIO DE R$ 200

Professoras e professores do ensino superior da rede privada estão em campanha salarial e enfrentam um cenário preocupante. O sindicato patronal quer rasgar a Convenção Coletiva de Trabalho, promovendo retrocessos que afetam diretamente nossas condições de vida, saúde e trabalho.

Entre os ataques propostos estão a retirada de direitos históricos, como as bolsas de estudos e o plano de saúde.

No caso da assistência médica, o ataque é explícito e perverso. O sindicato das mantenedoras quer cortar a cláusula de assistência médico-hospitalar e substituí-la por um chamado “auxílio saúde” de apenas R$ 200,00, valor irrisório que não cobre sequer uma consulta ou exame básico. Além disso, esse auxílio teria natureza indenizatória, não integrando o salário, o que elimina garantias e proteções trabalhistas.

E pasmem: apenas as professoras e os professores contratados até 1º de março de 2026 fariam jus ao modelo de assistência médica previsto nas convenções coletivas anteriores, e ainda assim somente aqueles com jornada semanal de 40 horas. Na prática, essa proposta abre caminho para demissões e novas contratações precarizadas, substituindo um direito histórico por um benefício insuficiente, aprofundando a insegurança e o adoecimento da categoria. Em um setor já marcado pelo adoecimento profissional, isso é inaceitável. Saúde não é privilégio, é direito.

As condições de trabalho também seguem se deteriorando. A realidade de salas superlotadas, turmas infladas para maximizar lucros e sobrecarga de tarefas compromete a saúde das professoras e dos professores e prejudica a qualidade do ensino oferecido aos estudantes. Educação não pode ser mercadoria, e o trabalho docente não pode ser precarizado.

Diante desse cenário, nossa luta é clara: nenhum direito a menos. Não aceitaremos a retirada de cláusulas conquistadas com anos de mobilização. Ao contrário, exigimos valorização real da carreira docente.

Nossas reivindicações:

Reposição integral da inflação com aumento real;
Manutenção integral da Convenção Coletiva;
Nenhum direito a menos;
Hora-atividade de 10%;
PLR de 18%;
Valorização já das professoras e dos professores.

O Sinpro-Sorocaba destaca que somente com organização, unidade e mobilização será possível barrar os ataques patronais e garantir avanços. Defender a Convenção Coletiva é defender a educação, a profissão docente e o futuro do ensino superior privado.

Nenhum direito a menos.

Valorização já!