Após meses de mobilização, 11 rodadas de negociação e sucessivas assembleias estaduais unificadas, professoras e professores do ensino superior da rede privada aprovaram a contraproposta patronal para a Convenção Coletiva 2026/2027.
A campanha salarial deste ano foi marcada por um cenário de forte enfrentamento. No início das tratativas, as mantenedoras resistiram às reivindicações econômicas da categoria e apresentaram propostas que colocavam em risco direitos históricos da Convenção Coletiva, como assistência médica e bolsas de estudos.
A proposta aprovada prevê a incorporação de reajuste salarial de 3,45% aos salários a partir da folha de julho de 2026, com efeito retroativo à data-base de 1º de março. Na folha de agosto de 2026, as instituições de ensino pagarão um abono de 15,35%, correspondente ao período de março, abril, maio e junho, quando a categoria permaneceu sem a aplicação do reajuste salarial. O acordo também prevê o pagamento de abono de 10,50% em janeiro de 2027, como forma de valorização e ampliação do poder aquisitivo dos trabalhadores.
A mobilização construída em todo o estado foi fundamental para impedir retrocessos e garantir a manutenção integral da Convenção.
A unidade e a participação da categoria fizeram a diferença durante todo o processo de negociação.
